Sexta-feira, 29 de Setembro de 2006

...

Rio Guadiana na sua passagem por Mértola (Foto tirada por mim)

“O rio atinge os seus objectivos porque aprendeu a contornar os obstáculos”. 
(Lao- Tsé)

publicado por RB às 00:53
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Domingo, 17 de Setembro de 2006

Voltar à escola

Encontrei este poema de Alice Gomes que me pareceu apropriado a esta época do ano – o regresso às aulas. A sua leitura deixa-nos a pensar que é necessário “prender” as crianças à escola,  prestando particular atenção às suas necessidades específicas  e rever a estrutura dos programas de educação. Talvez assim se consiga ultrapassar lacunas e apostar em mudanças estruturais para conseguir uma educação de qualidade. Todos concordamos que é necessário superar o atraso na educação em Portugal e proporcionar às crianças e jovens um ambiente de aprendizagem motivador, exigente e gratificante.

Na idade dos porquês

 

Professor diz-me porquê?

Por que voa o papagaio

que solto no ar

que vejo voar

tão alto no vento

que o meu pensamento

não pode alcançar?

 

Professor diz-me porquê?

Por que roda o meu pião?

Ele não tem nenhuma roda

E roda gira rodopia

e cai morto no chão...

 

Tenho nove anos professor

e há tanto mistério à minha roda

que eu queria desvendar!

Por que é que o céu é azul?

Por que é que marulha o mar?

Porquê?

Tanto porquê que eu queria saber!

E tu que não me queres responder!

 

Tu falas falas professor

daquilo que te interessa

e que a mim não interessa.

Tu obrigas-me a ouvir

quando eu quero falar.

Obrigas-me a dizer

quando eu quero escutar.

Se eu vou a descobrir

Fazes-me decorar.

 

É a luta professor

a luta em vez de amor.

 

Eu sou uma criança.

Tu és mais alto

mais forte

mais poderoso.

E a minha lança

quebra-se de encontro à tua muralha.

 

Mas

enquanto a tua voz zangada ralha

tu sabes professor

eu fecho-me por dentro

faço uma cara resignada

e finjo

finjo que não penso em nada.

 

Mas penso.

Penso em como era engraçada

aquela rã

que esta manhã ouvi coaxar.

Que graça que tinha

aquela andorinha

que ontem à tarde vi passar!...

 

E quando tu depois vens definir

o que são conjunções

e preposições...

quando me fazes repetir

que os corações

têm duas aurículas e dois ventrículos

e tantas

tanta mais definições...

o meu coração

o meu coração que não sei como é feito

nem quero saber

cresce

cresce dentro do peito

a querer saltar cá para fora

professor

a ver se tu assim compreenderias

e me farias

mais belos os dias.

...

Alice Pereira Gomes, natural de Granjinha (Tabuaço), Pedagoga, estreou-se nas letras pelo final dos anos vinte, tendo organizado, em 1955, a antologia Poesia Para a Infância. Traduziu o Principezinho de Saint-Exupery e dedicou-se, depois de 1967, exclusivamente à literatura infantil. Fundadora e dinamizadora da Associação Portuguesa para a Educação pela Arte, desenvolveu, através dessa Associação, diversos projectos pedagógicos considerados pioneiros.

publicado por RB às 02:18
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Sábado, 16 de Setembro de 2006

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Foto que tirei na praia de S. Lourenço (Ericeira)

publicado por RB às 23:43
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Segunda-feira, 11 de Setembro de 2006

Segunda-feira ...bahhhh....

Silogismo (sign. - raciocínio dedutivo)

Hoje em dia, os trabalhadores não têm tempo para nada.
Já os vagabundos... têm todo o tempo do mundo.
Tempo é dinheiro.
Logo, os vagabundos têm mais dinheiro do que os trabalhadores!!!

 

 

Será ???!!! Vamos mas é ao trabalho...

publicado por RB às 11:34
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Sexta-feira, 8 de Setembro de 2006

O Sucesso

"O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário"

(Einstein)

 

Bom fim de semana ( ...e qualquer que seja a sua idade...divirta-se...)

publicado por RB às 16:33
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Sexta-feira, 1 de Setembro de 2006

...

Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

 

Versos de Camões cantados por Zeca Afonso que foi também o autor da música

 

 

publicado por RB às 23:34
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Voltei

As férias estão mesmo a acabar. Agradeço as visitas que me fizeram durante esta ausência e espero que também tenham tido umas boas férias.

Depois de ter lido alguns comentários que me deixaram ao último artigo a que chamei DESPEDIDA, fiz uma pesquisa na net e cheguei à conclusão que este texto atribuído a Gabriel Garcia Marquez, que me tinham enviado por e-mail e que eu tinha achado muito bonito, na verdade, ao que parece, não é da sua autoria. Esta carta de despedida tem percorrido o mundo, através da Internet, desde 1999,  não obstante o desmentido do próprio Gabriel Garcia Marquez, numa entrevista ao jornal espanhol El País, em que o escritor colombiano lamenta a repercussão deste texto, considerando-o de baixo nível literário. Os que conhecem bem a sua vida e obra parecem não ter dúvidas de que este texto não pode ser da sua autoria.

No entanto, este texto continua a circular, ainda hoje, na Internet e foi assim que chegou até à minha caixa de correio. Utilizando-o num artigo, aqui neste blog, porque o achei lindo e emocionante, contribuí para a continuação da sua divulgação. Por isso achei que devia “repor a verdade”.

Durante esta pesquisa encontrei uma declaração de Gabriel Garcia Marquez que alguém afirma ser autêntica. Não sei se corresponde à verdade mas, ainda assim, vou deixá-la aqui:

"Comecei a escrever por acaso, talvez só para mostrar a um amigo que a minha geração era capaz de produzir escritores. Depois caí na armadilha de continuar a escrever, por gosto. Aos doze anos estive quase a  ser atropelado por uma bicicleta. Um padre que passava salvou-me com um grito: “Cuidado!” O ciclista caiu por terra. O padre, sem parar, disse-me: “Viu o poder da palavra?” Nesse dia eu soube.”

Caricatura de Gabriel Garcia  Marquez (www.monkey-studio.com)

publicado por RB às 02:05
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